domingo, 30 de janeiro de 2011

Semelhanças


Algumas coisas aqui em Honolulu lembram incrivelmente nossa Belo Horizonte.A primeira sobre a qual gostaria de falar é a mendicância.Waikiki tem sem-teto igual BH tem boteco,eles não saem te abordando pedindo dinheiro pra comprar um "pão",geralmente seguram uma plaquinha tentando sensibilizar um japa mais inocente,alguns são descarados mesmo,como o da foto que seguirá neste post.Todos ficam nervosos quando eu respondo que preciso de dinheiro tanto quanto eles.
Tamos até querendo dormir uns dias em um daqueles abrigos de filme do Will Smith,bom pra economizar um pouco,geralmente eles têm até sopa!Além de tudo,a nova iniciativa do Guilherme é comprar uma barraca e começar a acampar numa praça onde os brothers mendigos passam a noite.

A outra semelhança é a profissão mais antiga do mundo.Sai o sol e chega um monte de puta na avenida Kuhio,Afonso Pena de Waikiki,elas são igualmente desinibidas,oferecem sexo como se fosse panfleto,e te abordam mais ou menos assim:

-Flashlights,Hot-dogs,sex!

Outro dia,trajando uma camisa da Inglaterra, passei ao lado de uma amiga das ruas,que perguntou:
-Huuum,você é inglês?
-Não,sou brasileiro.
-Ah,que bacana,as vezes eu também sou brasileira...

Só o preço que é um pouco mais salgado que a média da Afonso Pena(perguntar não mata ninguém),todas têm a convenção de cobrar 200 dólares por meia hora,e pior que tá cheio de marmanjo de olho puxado pagando.
Fizemos até uma amiga profissional da área,o nome dela é Desire,ou em bom português,desejo.

Arthur,voltando do ostracismo.
29/01/11

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

@Sem TV até dá pra aguentar. O que num dá é ficar sem sofá. Pronto, falei.

Aiala, da cadeira desconfortável do Hostel

Twittada

Blz, Tuty. Espera passar Atlético vs Cruzeiro ou SuperBowl e vamos ver o quão inútil é.

Yan - Hostel Lounge

Twittada

49 dias no Havai sem tv sao o bastante pra percebermos o quanto ela eh inutil.

Arthur da Apple Store
24/01

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Pegando o gancho....

Quando eu li o último post do Yan eu percebi a sintonia havaiana... hoje eu vim pensando justamente nos japas. Eles fazem a festa lá na loja. Nem experimentam a roupa; só põem por cima do corpo e saem levando tudo. E o que causa espanto é que, ao que tudo indica, a moeda deles é desvalorizada...
E o perrengue que a gente passa quando o japa não sabe nenhuma palavra em inglês??? Ainda bem que o brasileiro é criado jogando Imagem e Ação.
Pelo menos eles são muito simpáticos. Sempre sorrindo. Ficam frenéticos com as fotos de baleia tiradas pelo Yan ou pela Letícia e mostram uma euforia incontrolável quando dizemos sobre os descontos da loja. Hoje até pediram pra tirar foto com o Arthur.
Arigatô

p.s.: mudando da água pro vinho (ou pro sakê), parece que a ideia da casa foi mesmo pro espaço... Não por falta de vontade ou de esforço, mas depois de quase dois meses todo mundo já chama o hostel de "casa". Mas é nessas horas é que a gente dá valor pra algumas coisas que parecem simples, como um sofazinho, por exemplo...

Aiala, 18/01/11


obs.: o jovem da esquerda é o Jaime, argentino gente finíssima

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Japonês

Não vim falar da língua japonesa da qual decorei três frases e me considero fluente. Se bem que esse assunto de lingüística está em alta por aqui. Nossa companheira de quarto - espanhola de Madrid – é professora de literatura na Espanha e na Bélgica. Fala quatro línguas, incluindo holandês e alemão.

Eu gostaria era de tentar falar sobre a impressão que temos dos japas que ficam no Havaí. E isso é bem difícil e até um pouco preconceituoso. Quase nenhum deles fala inglês e nem se quer se esforçam. Tudo que conseguimos escutar deles é “Sunk you” na tentativa de dizer “Thank you”. O que nos resta é julgá-los sem escutá-los.

As mulheres são aparentemente as que mais sofrem a pressão pela ocidentalização. Todas usam cílios postiços, unhas postiças com sparkles e cabelos pintados e alisados na cor caju claro.  As roupas são caríssimas e de marcas famosas. E por fim, quando você acaba de analisá-las da cabeça aos pés, é no pé que você percebe um pedaço de madeira que a ergue uns 15 cm do chão. Salto alto é obrigatório, elas são muito baixinhas. Eu atribuo tudo isso à influência do padrão de beleza ocidental que vigora no momento. As japonesas mais velhas surpreendem-me pela capacidade de se vestirem de forma simples e brega. Fica a dúvida se é devido à idade ou ao tradicionalismo. Fico com o aspecto mais cultural. Se me acordo bem dos filmes, gueixas eram bregas também.

Japonês tem cara redonda e olho puxado. Quando você para pra perceber, nota que chinês é chinês e japonês é japonês. É absolutamente distinto. São dois mundos diferentes e paralelos. Todo chinês sabe falar inglês e tem um vestuário dentro do que consideramos mais normal possível: bermuda, calça jeans e camisa. O nipônico sempre tem celular de última geração - quando jovem – e quase nunca utiliza só uma camisa. É sempre um conjunto, uma camisa desabotoada e outra por baixo. Nunca vi um sujeito que viva no Japão ser gordo, assim como quem paga a conta é sempre o homem e sem discussão, a não ser que só haja mulheres na mesa.

As crianças são as coisas mais fofas do mundo. É compensação divina porque logo que começam a crescer vão se tornando cada vez mais feios. As criancinhas lindinhas, lindinhas devem ser uma adaptação evolutiva. Assim eles conseguem iludir as meninas a terem filhos. E o mais impressionante de tudo, elas não choram. Pode esquecer aquela cena em que o pai tenta convencer o menino a parar de berrar sem sucesso. Não sei o que os pais fazem, mas os filhos não choram. Eu imagino que antes de sair de casa o pai coloque o menino no quarto, dê uma coça no garoto e diga: “Chora tudo o que você tem direito e dê paz a sua mãe!”. Depois a Mãe só dependura o filhote nas costas e sai, num sossego só. Sensacional! Meu Joãozinho que me espere!

Outra coisa que japonês não faz é dar tips. Pode esquecer, meu amigo. É mais fácil ver um menino de cabelo escuro lisinho, olhinhos puxadinhos fazendo pirraça dentro de um restaurante que receber um penny ou yenny de gorjeta.

Yan Andrade  - 1/11/11

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Mensagens

Completamos 1 mês aqui no Havaí e recebemos belíssimas mensagens. De namorada, mães saudosas, pais nervosos amigas e até recém colegas de quarto. Este post é para de certa forma agradecer e eternizá-las. Obrigado e beijos a todos!

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"Engenheiros Sem Produção"

Sim: Só quero um emprego
Que me tragam lavador de dog, camareiro ou dançarino de gingado.
Já disse que só quero um emprego
Não me venham com conclusões
A unica conclusão é VIVER.
Tirem me daqui a física a metafísica
Amo eu os deuses todos.
Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Aqui só a verdade, doida, toda doida
Oh mar azul, oh mar do Hawaii
Verdade bela e perfeita
Oh vulcão imensa verdade ancestral e quente
Nada me dais, nada me tirais
Nada sois que eu não me sinta contente
Deixem-me confuso assim ao sol
Queremos estar juntos e FELIZES.

Beijos Milcíades

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Gracias chicos por todo! La pasé muy bien, este mes que estuvimos juntos fue el mejor de todos! Los extrañaré mucho! y estarán siempre en mi corazón... les dejaré esta nota ya que no pude despedirme! Pero seguiremos comunicandonos.

Los quiero mucho,

Candy

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Dear Yan, Arthur, Guilherme and Leticia
Our Records show that you are behind in your room payment.
As stated on our registration form, check out time is 12:00 noon. Any extensions and payments must be received by 12:00 noon every day.
NOTE: At 1:00pm, a 20% lat fee will be charged to your account.
Please see the front desk immediately to take care of payment.
Aloha and Mahalo in advance for your cooperation and understanding