sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Panorama Doentio - Welcome to Hawai'i

Chegamos ao Havaí faz 2 ou 3 dias. Aqui isso é um grande problema. Ninguém sabe ao certo que horas são ou que dia é. Acordar cedo é extremamente fácil, você sempre acorda antes das 7h por causa do fuso horário. Agora mesmo são 6h e já estou eu zumbizando na frente do laptop. O problema é que dá 14h e você já tá pregando os olhinhos e querendo os lençóis de Morpheu . Sorte nossa que a ânsia de conseguir emprego não nos permite.

Já no avião encontramos uma brasileira. Isso foi bom porque conseguimos informações sobre um flatzinho. Estamos nos hospedando no hostel, por enquanto. É um quarto com cozinha, banheiro e 2 ambientes onde ficam as camas. Somando tudo é menor que a área de serviço do Axon. Isso tudo, é claro, dividido por 8 pessoas. Uma miscelânea de paises, mas Peruano dá mais que xuxu na cerca. To ficando fera no espanhol e não é mentira!

Agora nossos esforços são todos em função de caçar emprego. Usamos um termo digno dos tempos de faroeste para isto: "JOB HUNTING". Tuty me apresenta a todo lugar de calça jeans, blazer da BrooksField cor parda, óculos Rayban tom marrom com gradiente de descoloração, currículo na mão e diz as seguintes palavras: " Is there any position of dishwasher available?". É hilário, mas ainda não surgiu muito efeito. A verdade é que estamos brincando de ser grandes. Nos sentimos senhores de família na busca diária por alimento, batendo de porta em porta e recebendo sonoros "Ok, fill out the application form...." . E é por essa razão que estamos sobrevivendo, mais que vivendo. As vezes, essa sensação é até um pouco angustiante. São doses dárias de torrada e maragarina no desayuno do hostel e CupNoodles no almoço - um miojo só que mais industrializado, mais salgado, mais feio e más grande.

O único menos desesperado aqui sou eu, tenho um emprego que dá inveja a quase todos. Um Catamarã chiquérrimo faz passeios todos os dias com turistas japoneses - japonês faz do Havaí o mesmo que os mineiros fazem de Guarapari. O passeio é um buffet durante o sunrise, lunch ou sunset. Observa-se do alto do barco, no mirante, a paisagem paradisíaca e os pulos das baleias Jubartes. Minhas obrigações? Tirar fotos dos turistas na entrada, editar e colocar em álbuns bonitinhos. Depois, tem que passar de mesa em mesa oferecendo o produto. Aí que tá o problema, na hora de vender é em japonês para japonês. Tenho que aprender essa língua o mais rápido possível. Ah, a minha empregadora é fotógrafa e também faz parte do trabalho tirar fotos das Baleias e vendê-las no studio, dentro do própio cruise. Parece ser bacana demais. Só a lente da câmera é maior que meu braço e o métdo é contínuo, você segura o botou e tira 500 fotos de uma vez. Captar fotos, pelo que ela disse é um trabalho de paciência debaixo do sol e prática no gatilho.

Tudo que relatei foi relatado para mim. Ainda não tive essas experiências na prática. Apenas conheci a Eileen, presidente da empresa, que me apresentou o barco, o local de trabalho e os procedimentos. Estou em fase de treinamento, talvez nem isso, já que o treinamento só começa sábado. Mesmo assim é uma grande e empolgante oportunidade. Confiram o passeio no site: http://www.atlantisadventures.com/hawaii/oahu/oahu-activities.cfm.

Prometo mandar mais e-mails. Não muitos, mas alguns!
Um abraço a todos. Me respondam.

Domo arigato gozaimasu,

Yan Andrade

Um comentário:

  1. QUE DOIDO YAN!!!!
    E num eh que a moda do Blog pegou mesmo!!! Ow, aproveita!!! Aproveita!! E aprende a tirar boas fotos p vc me ensinar depois!!!
    Bjones e qndo tiver um cel ae, me passa o numero preu te ligar!!!

    あとで参照してください

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